CURIOSIDADES
O Hino Nacional

É vibrante e belíssima a música do Hino Nacional. Isso tanto é verdade que em 2002, por ocasião da Copa do Mundo de Futebol, realizada no Japão e na Coréia, o jornal inglês – The Guardian teceu fartos elogios ao hino, afirmando mesmo que ele era o mais divertido e musical de todo o mundo.

É inegável que há alguns problemas em relação à letra. Aliás é bom frisar que a letra e a música não nasceram juntas. A música é de autoria de Francisco Manuel da Silva e foi executado pela primeira vez em 1831. A letra é de Joaquim Osório Duque Estrada e surgiu em 1909, mas sofreu mudanças em 1916. Só em 1922 o Presidente da República declarou-a como letra oficial do Hino.

A letra apesar de consagrada, mas nem sempre memorizada, padece de duas dificuldades:

1ª) O predomínio da ordem inversa nas orações. Por exemplo logo nos dois primeiros versos “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante”. Esses versos na nossa linguagem atual em ordem direta seriam assim:

As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico.

2ª) A segunda dificuldade da letra diz respeito ao emprego de vocábulos atualmente pouco usuais. Aproveitando ainda os dois primeiros versos teríamos:

Plácidas = serenas, calmas.
Brado retumbante = grito forte, que provoca eco. Além desse vocábulo são exemplos de outros registros cultos no Hino: clava, lábaro, florão, garrida. Ver mais no pulo-do-gato Registros / tÚcnicos, cultos, gÝrias e jarg§es.

Por último convém registrar que malgrado projetos existentes no Congresso para mudar o Hino, ele permanece incólume.