PULO - DO - GATO Nº 03
Clareza x ambigüidade

Para se comunicar bem, é preciso entre outras exigências ser claro. A clareza é exigência indispensável à boa expressão. Os erros contra a clareza geram a ambigüidade ou anfibologia e decorrem, principalmente, da má colocação de palavras na frase.

Vejamos um exemplo:

"A velhinha ouviu o ruído da janela".

Seria fácil corrigir para:

"Da janela, a velhinha ouviu o ruído".

A ambigüidade também poderia ter sido evitada neste anúncio, posto em mural da UnB:

"Aluga-se quarto com banheiro perto da UnB".

Para eliminar o aspecto risível deve-se colocar o adjunto adverbial entre o verbo e o sujeito, ou seja:

"Aluga-se, perto da UnB, quarto com banheiro".

Mais um exemplo:

"Trouxe bombom para o filho que estava no bolso do paletó".

Para tirar o filho do bolso, basta trocar o que por o qual.

Pode, porém, a ambigüidade ser feita intencional, para produzir determinado efeito. Isso acontece na poesia ou na publicidade.

Veja-se essa propaganda feita por uma ótica:

"Se o seu problema é a vista, nós vendemos a prazo".

Também ficaram conhecidas as manchetes de um jornal do Rio de Janeiro o qual produzia a ambigüidade de propósito, como gancho, para chamar a atenção dos leitores:

"Cachorro fez mal a moça"

.Significado: a moça comeu um cachorro-quente e passou mal.

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